quinta-feira, 10 de março de 2011

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas.
O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem fala baixo.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, fazer poucas perguntas, captar a resposta sem insinuações inoportunas.
Chique mesmo é parar na faixa de pedestre
É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa de casa, ou do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra,
ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!
Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.
Porque, no final das contas, chique mesmo é paz de espírito, amor, perdão, humildade, generosidade... sabedoria. Onde tiver amor e fé, a vida se torna mais humana.
(Gloria Kalil)

terça-feira, 8 de março de 2011

   
SIM, A MULHER PODE!
Gerar vida,
Sonhar grande,
Ocupar espaços,
Conquistar respeito,
Decidir seu destino,
Melhorar o mundo,
Dirigir Nações.

DIA INTERNACIONAL DA MULHER
8 DE MARÇO

quinta-feira, 3 de março de 2011

Simplicidade

Vai diminuindo a cidade
Vai aumentando a simpatia
Quanto menor a casinha
Mais sincero o bom dia
Mais mole a cama em que durmo
Mais duro o chão que eu piso
Tem água limpa na pia
Tem dente a mais no sorriso
Busquei felicidade
Encontrei foi Maria
Ela, pinga e farinha
E eu sentindo alegria
Café tá quente no fogo
Barriga não tá vazia
Quanto mais simplicidade
Melhor o nascer do dia
                                                                                                                            Pato Fu

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Antes que elas cresçam


Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças  crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram  para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta   dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais  vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir  sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.

No princípio  subiam a serra ou iam à casa de  praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo  com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio  dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha  terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.


Affonso Romano de Sant'Anna

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Não há roupa, fantasia ou plástica que dê jeito quando, na alma...falta CLASSE!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

COISAS DA VIDA...

Já escondi um amor com medo de perdê - lo, Já perdi um amor por escondê - lo... Já segurei nas mãos de alguém por estar com medo, Já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. Já expulsei pessoas que amava de minha vida, Já me arrependi por isso...

Já passei noites chorando até pegar no sono, Já fui dormir tão feliz, Ao ponto de nem conseguir fechar os olhos...
Já acreditei em amores perfeitos, Já descobri que eles não existem... Já amei pessoas que me decepcionaram,
Já decepcionei pessoas que me amaram... Já passei horas na frente do espelho, tentando descobrir quem sou,
Já tive tanta certeza de mim,

Ao ponto de querer sumir... Já menti e me arrependi depois,
Já falei a verdade E também me arrependi... Já fingi não dar importância a pessoas que amava, Para mais tarde chorar quieta em meu canto... Já sorri chorando lágrimas de tristeza, Já chorei de tanto rir... Já acreditei em pessoas que não valiam a pena,

Já deixei de acreditar nas que realmente valiam... Já tive crises de riso quando não podia... Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, Outras vezes falei o que não pensava para magoar outros... Já fingi ser o que não sou para agradar uns, Já fingi ser o que não sou para desagradar outros... Já senti muita falta de alguém,

Mas nunca lhe disse... Já gritei quando deveria calar, Já calei quando deveria gritar... Já senti muita falta de alguém,
Mas nunca lhe disse... Já gritei quando deveria calar,
Já calei quando deveria gritar... Já contei piadas e mais piadas sem graça, Apenas para ver um amigo mais feliz...
Já inventei histórias de final feliz Para dar esperança a quem precisava... Já sonhei demais, Ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro,

Hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali"... Já caí inúmeras vezes Achando que não iria me reerguer, Já me reergui inúmeras vezes Achando que não cairia mais...
Já liguei para quem não queria Apenas para não ligar para quem realmente queria... Já corri atrás de um carro, Por ele levar alguém que eu amava embora. Já chamei pela mãe no meio da noite Fugindo de um pesadelo, Mas ela não apareceu E foi um pesadelo maior ainda...

Já chamei pessoas próximas de "amigo" E descobri que não eram; Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada
E sempre foram e serão especiais para mim... Não me dêem formulas certas, Porque eu não espero acertar sempre...

Não me mostre o que esperam de mim, Porque vou seguir meu coração!... Não me façam ser o que eu não sou, Não me convidem a ser igual, Porque sinceramente sou diferente!...
Não sei amar pela metade, Não sei viver de mentiras, Não sei voar com os pés no chão... Sou sempre eu mesma, Mas com certeza não serei a mesma para sempre...

Com o tempo aprendi que o que importa não é o que você tem na vida, mas QUEM você tem na vida...E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher....Gosto de cada um de vocês de um jeito especial e único....Beijos....